Caso a matéria escura exista e seja de fato diferente, uma nova janela se abre na física |
A comunidade dos físicos e astrônomos anda bastante empolgada por estes dias. Na primeira semana de novembro, membros da colaboração internacional Pamela, um satélite europeu desenhado para buscar por antimatéria no espaço, finalmente anunciaram oficialmente que seus detectores acusavam um excesso de pósitrons, a antipartícula do elétron.
Esse excesso, segundo eles, podia ser devido à presença da misteriosa matéria escura, um tipo de matéria que é seis vezes mais abundante do que a matéria comum, mas cuja detecção direta ainda não foi feita. A composição da matéria escura, cuja existência no momento é inferida apenas através de sua ação gravitacional sobre a matéria comum, é um dos grandes enigmas da física moderna. Caso a matéria escura exista e seja de fato um tipo de matéria diferente dos elétrons e prótons dos quais somos feitos (a matéria bariônica), uma nova janela se abre na física de partículas e na astrofísica. O entusiasmo da comunidade é plenamente justificável.
Em 1928, o físico inglês Paul Dirac obteve uma equação unindo a teoria da relatividade especial de Einstein e a mecânica quântica, que descreve os átomos e os seus constituintes. Para a sua surpresa, e com a ajuda de J. Robert Oppenheimer, a equação previa que cada partícula de matéria -elétrons, nêutrons, prótons- tinha uma parceira de antimatéria com a mesma massa. A diferença mais importante entre matéria e antimatéria é a carga elétrica oposta: se o elétron é negativo, o pósitron é positivo. O antipróton é negativo. Já o antinêutron também tem carga zero, mas outras propriedades suas são invertidas.
É como se a realidade tivesse duas faces, cada uma de um lado de um espelho. Quando essas duas realidades se encontram, isto é, quando uma partícula de matéria encontra sua parceira de antimatéria, o resultado é dramático: as duas se desintegram em raios gama, a radiação eletromagnética mais energética que existe. Dan Brown, em seu best seller "Anjos e Demônios", usou essa desintegração como um novo tipo de bomba a ser usado por um grupo terrorista. O objetivo? Destruir o Vaticano, o papa e os seus cardeais.
A antimatéria é muito rara. Na Terra, ela é gerada artificialmente em aceleradores de partículas, máquinas que colidem partículas de matéria a velocidades próximas à da luz. Sua origem é conseqüência da famosa fórmula E=mc2, que afirma que existe energia na massa das partículas, ou seja, que energia pode virar massa e massa, energia. Na prática, essas transformações ocorrem de várias formas. Numa delas, um fóton, a partícula da luz e das outras formas de radiação eletromagnética, pode se desintegrar em um elétron e um pósitron. E vice-versa: um elétron e um pósitron, ao colidirem, podem se transformar em fótons de raios gama.
No espaço, raios cósmicos, em geral prótons vindos do Sol, ao se chocarem com as moléculas de nitrogênio e oxigênio da atmosfera, geram verdadeiros chuveiros de partículas, incluindo pósitrons. A surpresa do Pamela foi um excesso de pósitrons a energias muito altas. No momento, existem duas explicações. Uma mais empolgante, a outra mais mundana. A mais empolgante é que os pósitrons são gerados quando partículas de matéria escura, tal qual núcleos radioativos, desintegram-se espontaneamente ou quando colidem com outras partículas de matéria escura. A mais mundana é que os pósitrons vêm de um pulsar, uma estrela de nêutrons que gira rapidamente. Apenas mais dados poderão decidir. No meio-tempo, os físicos tecem seus modelos, tentando decifrar mais esse enigma.
Acredito que a materia escura, sejam lacunas subgravitacionais, deixadas pelo big-bang pelo caminho, onde não foi possível concluir sua formação, a qual, originaria um complexo gravitacional (gravidade), que não sabemos ainda o que é, se é onda ou partícula, se é uma mistura de ambas, ou se não é nenhuma dessas.Talvez dentro da matéria escura, tenhamos alterações interessantíssimas do tempo e de formações malucas do espaço.
ResponderExcluirO que nos dizem a Física e o Espiritismo atuais
ResponderExcluirIniciado pelos atomistas gregos da época présocrática o homem tem
buscado por mais de 2400 anos os constituintes elementares indivisíveis da matéria.
Nesta busca construiu aceleradores de partículas gigantescos e tem empregado
milhares de pessoas nos cerca de vinte laboratórios na Europa, Estados Unidos e
Rússia. Do átomo de Demócrito passamos para o conceito de moléculas formadas de
átomos sendo estes formados por elétrons (com carga elétrica negativa) e núcleos.
Os núcleos são compostos de prótons (com carga elétrica positiva) e nêutrons sendo
estas três as únicas partículas conhecidas nas primeiras décadas do século XX.
Desde então novas partículas tem sido descobertas e foram agrupadas em duas
categorias: os léptons (elétron, múon, tau e seus neutrinos associados) que interagem
fracamente e os hádrons (próton, neutron e píons) que interagem fortemente entre si.
Por exemplo, as forças que mantém unidos os prótons e os nêutrons no núcleo é uma
manifestação da força forte que atua entre os hádrons. Os hádrons também foram
divididos em dois grupos: os báriuns que são hádrons que decaem em prótons e os
mésons que decaem em léptons e fótons ou em pares prótonantipróton. Os
experimentos demonstraram que os hádrons são formados por partículas ainda mais
elementares chamadas de quarks, dotadas de cargas elétricas fracionárias. Alguns
cientistas atuais admitem teoricamente a existência de partículas ainda mais
elementares que se agrupariam para formar quarks de estrutura composta.
O Espiritismo ainda não havia se pronunciado na área da Física em geral e
muito menos nesta área dos quarks, aceitando os avanços científicos e se adaptando
aos mesmos dentro do possível, sempre no sentido de manter intacta a Doutrina de
Allan Kardec. Alguns poucos autores tem se aventurado na área científica
especializada, em geral para citar que o perispírito é formado de antimatéria,
conforme frisamos no Prefácio deste livro.
Quinta Mensagem
ResponderExcluirA aula de hoje tratará da constituição das partículas atômicas que
são formadas de quarks unidos pela força forte, mais ou menos da forma
que a Ciência está descrevendo, mas com algumas diferenças
fundamentais. Os quarks aqui são strings de partículas elementares dos
diversos tipos, daí a propriedade que têm de, em se partindo, constituírem
novos quarks. A tabela abaixo resume os tipos de quarks ou sabor e sua
relação com os campos já citados:
SABOR FORÇA CARGA ANTIQUARK CARGA
PARTÍCULAS
ELEMENTARES
u Eletromagnética +2/3
u
2/3 h+, h
d Eletromagnética 1/3
d
+1/3 h+, h
l Fraca +1
l
1
l, l
m Gravitacional +1
m
1
m, m
Os quarks têm natureza fractal: qualquer quark é formado de
subquarks ou sabores e estes por outros subquarks ainda menores, e assim
por diante. Cada sabor na primeira coluna acima é um conjunto de
inúmeras partículas elementares da última coluna e cada quark pode ter
vários subquarks, e portanto ser constituído por diferentes partículas
elementares. Os quarks são denomidados pelo sabor predominante. Assim
um quark u pode ser constituído de sabores m, l, d e u, neutralizados por
seus antiquarks, sendo o sabor u o dominante em um quark u. Apenas o
sabor predominante é responsável pelo valor da carga elétrica final,
devendo os restantes apresentar um balanço nulo de carga elétrica.
Além disso o quark possui spin em várias seções da string e
conforme o sabor que se apresenta o quark pode mudar sua cor naquela
direção. Assim cada quark pode ter mais de uma força ou cor associada ao
campo correspondente, dependendo das partículas elementares que
constituem sua string. A força na tabela acima é a força resultante em um
barium que tenha este quark predominante.
Os quarks u, d, c, s, b e t citados pela Ciência, ficam reduzidos a
apenas dois, os quarks u e d. Os quarks c e s podem ser considerados como
sendo respectivamente os quark u e d em estados de maior energia
positiva, enquanto que os quarks b e t são estados de ainda maior energia
positiva destes dois quarks. Além dos quarks u e d temos ainda os quarks m
e l (de massa e lépton), e seus antiquarks m e l que podem ser associados
com o número quântico bárium, quarks estes ainda não considerados pela
Ciência.
Como veremos adiante, um próton é constituído por uma string de
seções tendo em cada uma três subquarks u e d e um quarto subquark m ou
l. Para descrever essa string colocaremos entre parênteses a sequência de
subquarks e, em negrito e separado por vírgula no final da string, a
ResponderExcluirdenominação dos subquarks dominantes. Assim para um próton teremos:
_ _ _ _ _ _
(d d u mudd ... mudd ... mudd u d d, muud)
O elétron também possui subquarks e cores (l u u d) tendo
carga elétrica 1 e carga leptônica 1, ou seja sua massa é fraca e negativa
e formado por antiquarks, sendo assim antimatéria. O elétron neutrino (l
l) como o nêutron (mudd), tem carga nula, sendo o quark m responsável
pela maior massa do nêutron. A massa do neutrino é nula e o antineutrino
é idêntico ao neutrino. O próton (muud) e o pósitron (luud) em estado de
energia positiva, têm carga elétrica e massa positiva. O fóton é constituído
de quarks e antiquarks (d d) ou (u u), portanto com carga elétrica e
carga bariônica nulas. Os mésons (l u d ), (l d u), (l u u), (l u u), (l d
d), (l s d), ( l s u), etc., contem vários quarks l ou antiquarks l,
dependendo do nível de energia. A diferença de massa entre neutrinos,
pósitrons, elétrons e mésons reside na quantidade de quarks, especialmente
quarks l ou l, presentes em cada um, dependendo do nível de energia em
que se situam. O bóson de Higgs (m m) contem apenas o quark m e seu
antiquark m, sendo portanto o seu próprio antiquark.
Na verdade esta simbologia diz apenas os tipos de quark em
excesso e não sobre suas quantidades, uma vez que alguns são
compensados pelos seus opostos. Por exemplo, um nêutron pode ser
formado por muitos grupos de quarks adicionados ao grupo principal:
_ _ _ _ _ _ _ _
(d d u) +...+ (mudd) + (u u d) + (uud) + (m m) + (l l ) + (,mudd)
E mesmo o grupo característico pode existir repetidas vezes, em
número suficiente para a carga e a massa que corresponde ao seu estado
de energia:
_ _ _ _ _ _ _ _
(ddm uum ... muud ... l u u d . muud ddm ... ddm mudd);
Um próton pode ter, por exemplo:
_ _ _ _ _ _ _
(duu u u d ddm ddm ... ddm ... ddm, muud).
Assim, se um nêutron emite um elétron (l u u d) ficaremos com
um próton. Porém, como se pode ver acima, um próton não pode emitir um
pósitron (l u u d) porque sua carga positiva excedente não está ligada a um
antiquark l (mas a um quark m). Se esta reação vier a ser detectada no
futuro será pela interação de um méson neutro com um próton, liberando
um elétron e um pósitron do méson, seguido pela absorção do elétron no
próton que se transforma em néutron, numa reação de probabilidade muito
pequena.
O antipróton também pode ter diversos quarks dos tipos u d e
ResponderExcluirm:
_ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _
(u u d duu ... m dd m dd ... m dd ... m dd, m u u d),
E o antinéutron dos tipos:
_ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _
(u u d d u u l u u d . m d u u ... m dd ... m dd ..., m u d d).
Um antinéutron pode emitir um pósitron transformandose em um
antipróton mas um antipróton não pode emitir um eléctron transformando
se em um antinéutron porque a carga elétrica negativa excedente em um
antipróton está ligada a um quark m.
Da mesma forma quando dizemos que um quark tem carga +2/3
estamos apenas dizendo que este tipo de quark é responsável por levar esta
proporção da carga elétrica. Na verdade ele é constituído por inúmeras
partículas elementares do campo eletromagnético, cada qual com uma
carga infinitesimal. E quando dizemos que um quark tem uma certa massa
estamos dizendo que contém um número correspondentemente grande de
partículas elementares do campo de massa.
Não só o elétron possui subquarks mas também o glúon e o
próprio campo no nível zero de energia possuem quarks e antiquarks,
mésons e antimésons, elétrons e pósitrons, e pares h+h. Quanto maior a
energia, seja de um quark, de uma partícula atômica, de um méson ou de
um bóson, maior sua massa e maiores serão a string constitutiva e o
número de partículas absorvidas dos campos de massa e eletromagnético.
Quando uma partícula de alta energia é freada a energia em excesso que
corresponde ao novo estado é liberada na forma de quarks e antiquarks,
bariuns, mésons ou pares pósitronelétron que carregam a energia em
excesso.
Existe um estado da matéria em que matéria e antimatéria estão
intimamente unidas desaparecendo essa distinção. Este estado existiu nos
instantes iniciais do bigbang, e aparece nos buracos negros, nos buracos
brancos, conforme explicaremos no capítulo seguinte, e na fusão de
pósitrons e elétrons ou na fusão de qualquer partícula com sua anti
partícula. Ao diminuir o estado de compressão esta energia se
rematerializa como novas partículas, dependendo do campo local. Os
glúons e o campo já apresentam a dissociação de matéria e antimatéria,
em baixo nível de energia.