segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Ciência e Espiritualidade: um breve manifesto

A união de dois mundos opostos é possível?
A mágica da vida reside nela mesma


Na opinião popular, o título deste texto representa um paradoxo. Ciên­cia e espiritualidade habitam mundos dife­rentes, que em geral entram em conflito ao se aproxinarem. A primeira é vista como uma atividade exclusivamente racional, reducinista, materialista e fria, sem qualquer interesse por questões espirituais. Já a segunda é bem mais difícil de ser definida, representa uma busca pessoal, uma rela­ção com uma realidade que transcende o imediato, que nos conecta com o que vai além do material. Por isso a espiritualidade é considerada a antítese da ciência.

Para piorar, a busca espiritual costuma adotar uma posição que não só é contrá­ria ao materialismo científico, mas que o confronta. Ela passa a ser quase que uma "vingança" para quem está desiludido com um mundo cada vez mais explicável, des­tituído de mágica e poesia.

O movimento romântico do início do século 19 foi uma resposta direta ao racionalismo extremo do século 18. O poeta John Keats acusou Isaac Newton de ter "desfiado o arco-íris", deter roubado a sua beleza com suas expli­cações precisas sobre o comportamento da luz. Nada poderia ser menos verdadeiro.

Quem fecha os olhos para as des­cobertas da ciência moderna e se fia na ocorrência de fenômenos sobrenaturais, paranormais, astrológicos, quem acredita que duendes povoam florestas, quem jura que almas circulam pelo mundo dos vivos sem serem percebidas, faz o mesmo que o poeta: nega-se a apreciar a poesia e a beleza que a ciência nos revela, preferindo pensar como nossos antepassados. E sua crueldade é explorada por oportunistas.

Existe mágica de sobra no mundo que podemos ver com nossos olhos e com os instrumentos que inventamos para ampliar ­ a nossa visão da realidade. Não é preciso se fiar numa realidade invisível e sobrenatural, cuja existência depende de relatos individuais e que é sujeita à fé. Quando queremos muito acreditar em algo, isso se toma mais real. O querer acreditar compromete nossa habili­dade de decidir imparcialmente - ou quase - se uma asserção é ou não verdadeira.

Se meu pai está doente e a medicina moderna não pode fazer nada por ele, por que não levá-lo a um curandeiro, alguém com supostos poderes de exercer curas milagro­sas e inexplicáveis? A morte assusta, foge ao nosso controle, rouba aqueles que amamos. É difícil aceitar a postura materialista de que ela é mesmo o fim, que essa faísca que anima a matéria e nos faz amar e chorar se esvai por completo num piscar de olhos. Nosso dilema é termos consciência de que temos os dias contados. Aceitar esse fato é tão difícil que fazemos de tudo para driblá-lo, criando meca­nismos que vão além do que podemos provar. Talvez isso ajude muitos a aceitarem seus des­tinos. O triste é que os que estão convictos da existência dessa dimensão sobrenatural fechem os olhos para o que a ciência mostra.

Prefiro viver de olhos bem abertos e acei­tar a pré-condição da vida, a não-vida. lgnorar o que a natureza nos mostra todos os dias é viver menos, é se apegar a contos de fadas para evitar o confronto com a nossa condição humana. Saber morrer é saber viver, é saber aceitar o quanto são preciosos esses breves momentos que temos para amar, chorar, apreciar a beleza do arco-íris, vibrar com um gol e ter medo de perder quem amamos. É na brevidade da vida que reside o seu segredo: saber viver sem medo de morrer. Isso não é nada fácil, e não acredito que tenha conquis­tado o meu próprio medo. Mas prefiro viver com ele a me iludir com algo que nunca saberei se está certo ou não.

Ninguém gosta da idéia de morrer ou to de sofrer. Ninguém gosta de ver o sofri­mento de tantos no mundo. Porém, se a alternativa é achar que tudo isso vai ser diferente no "além", que forças ocultas regem nossas vidas e podem ser contro­ladas por meio de crenças místicas, ela me parece criar uma sociedade que não enfrenta os desafios que tem pela frente, escondendo-se nas promessas de um mundo inescrutável e inexistente.

Para mim, a mágica ocorre a cada momento em que estamos vivos, que podemos amar e sofrer, que podemos refletir sobre quem somos e sobre como podemos melhorar as nossas vidas e as dos que estão à nossa volta. Perceber essa mágica é abraçar a espiritualidade da ciên­cia. Com ela aprendemos quem somos e como nos relacionamos com o mundo e com o Universo. Entre os caminhos que temos para enfrentar nossos desafios, não vejo outro que possa mostrar o quanto a vida é preciosa e rara, que celebre deforma mais clara a mágica da existência.

26 comentários:

  1. Somos um espelho, capaz de refletir uma dualidade fascinante sobre tudo e todos ao nosso redor, do nosso interior ao mundo exterior, dois mundos que se interagem pela tênue camada da nossa consciência, no campo religioso ou científico, pode haver espaço para ambos, porém decidir em qual será refletido a maior porção de nossas vidas, de nosso pensamento, será a questão fundamental de nossa exitência.

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  2. Não me satisfaz a afirmação de que ciência e o que você chamou de espiritualidade são noções antagônicas. É bastante visível na contemporaneidade a coexistência de multiplas formas de interpretação do mundo, ou seja, de conhecimentos. A crise da razão, que em Nietzsche teve seu crítico mais perigoso, consolidou a possibilidade de formas marginais de conhecimento (denunciadas em boa parte pela filosofia e antropologia francesas atuais), num possível processo de desmantelamento do logocentrismo moderno, que por sua vez surgiu um oposição à monologia do mundo tradicional. Mais que isso, nos cabe interrogar a que lugar a predominancia do discurso científico nos levou.

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  3. Em uma das reuniões da Mocidade Espírita Renovação e Atitude, fizemos uma dinâmica:
    Cada integrante explicaria o que seria Deus para ele, sem se ater à resposta escrita em O Livro dos Espíritos.
    Ficamos surpresos ao descobrir as definições distintas de cada um, sendo baseadas na experiência pessoal e "saber oculto" de cada integrante.
    Será que sua concepção de Deus não está baseada nos números ou na ciência, enfim, em todas as coisas que podem ser provadas?
    O que atualmente para mim é uma energia muito grande, a qual controla tudo, perderia sua magnitude e beleza se fosse expressa com outras palavras?
    Acho que a religião deve unir-se à ciência e apreciar todas as suas descobertas maravilhosas. Só não acho que deva ocorrer o contrário.

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  4. Para não acreditar na espiritualidade,é preciso espricar o infinito,é preciso espricar o que havia antes do começo.A ciência ainda é um bebê, pouco sabe.Esse universo material que ainda estamos longe de conhecer, mais muito, muito longe ainda, não é nada diante do universo espiritual que é perfeito e pronto. Já o universo material é o verdadeiro caos o verdadeiro inferno de transformações.falta-lhe inteligência ainda para entender o espírito, a verdade o amor.Sos como formigas que não sabem que estão sendo observadas. O universo espiritual não só existe como é o único que é real.Já o material é criação do real que é indestrutivel, inabalavel e justo.O materialista é preguiçoso,não quer pensar,porque o pensamento é espiritual. Para estes realmente vai haver morte, porque o espírito depende também do nivel de conciência de cada um, É como não querer acordar.Um homem que não é deus veio já fazem mais de 2000 anos ensinou tudo e não entendemos nada,que desperdicio, não somos mais macacos acorda!!! Jesa Nideck

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  5. Marcelo,
    Opostos antagônicos são complementares. Yin e Yang.
    A propria intencao dos principios da ciencia é limitar o tipo de experiencia que a mesma se considera apta a analisar portanto não "vê" o todo. Como pode querer explicar o todo enquanto ainda houver elementos desconhecidos na equação?
    Observe menos as estrelas e mais o céu.

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  6. O que nos dizem a Física e o Espiritismo atuais
    Um holograma é uma imagem em três dimensões obtida pela passagem de
    um raio laser através um filme holográfico. Para fazer um filme holográfico divide­ 
    se um feixe de raios laser por meio de um prisma e então se ilumina o objeto a ser 
    fotografado com um dos feixes de raios laser. Este feixe após ter sido refletido no 
    objeto, é reunido ao  segundo feixe, sobre o filme, formando uma figura de
    interferência. Uma figura de interferência ocorre também quando jogamos duas
    pedras num lago e as ondas produzidas se encontram formando linhas cruzadas de
    cristas e depressões. Passando um raio laser sobre o filme revelado aparecerá uma
    imagem tridimensional do objeto. Este filme holográfico tem várias propriedades,
    por exemplo, se o cortarmos em quantos pedaços desejarmos, cada pedaço ainda é
    capaz de projetar a imagem completa do objeto. Portanto cada pedaço tem todas as
    informações que existiam no filme inteiro. A luz laser é usada aqui por ser coerente,
    isto é, todas as suas ondas estão em fase e são de uma única frequência, sendo assim
    excelente para a criação de interferências precisas.
    Muitos cientistas da atualidade, como David Bohm e outros, acreditam que
    a um nível profundo da realidade todas as coisas do Universo estão infinitamente
    interconectadas. O Universo em si próprio é uma projeção holográfica e neste
    Universo holográfico até mesmo o tempo  e o  espaço deixam de ser vistos como 
    fundamentais. Para Pribram o  cérebro humano também funciona segundo os
    princípios holográficos o que explicaria muitos experimentos já realizados. Esta
    nova forma de ver a realidade, proposta por Bohm e Pribram, passou a ser chamada
    de paradigma holográfico e embora muitos cientistas a vejam com ceticismo, outros
    tem sido galvanizados por essa nova maneira de ver o Universo, e um número cada
    vez maior de cientistas acreditam que esta seja a teoria mais acurada da realidade
    que já foi imaginada até hoje.
    Sendo a realidade uma projeção holográfica devemos todos concordar sobre
    aquilo que vemos por um consenso formulado em um nível mais profundo que seria
    o do inconsciente ou da Alma, no qual todas as mentes estariam conectadas.
    Vejamos então o que nos dizem os Espíritos:

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  7. 1. Do Holograma
    O Universo é mais complexo do que imaginamos aí na Terra. Os
    campos que mencionei na primeira mensagem se complementam e
    influenciam a matéria. Podemos observar e participar dessa influência
    usando  nossa vontade que é agora mais livre. Quando não  estamos
    próximos à matéria vivenciamos o  mundo  espiritual em toda a sua
    grandeza. Essa vivência é bem diferente da que é experimentada aí. Tudo 
    aqui é mais leve, mais fluido, mais rápido, mais luminoso e mais fácil de
    ser modificado.
    A Doutrina Espírita esclarece que o homem é composto do corpo 
    material, do  perispírito  e da alma 
    5
    , enquanto  que nós espíritos, temos
    apenas o perispírito e a alma. Na alma está a mente, e no perispírito, que
    serve de ligação  entre a mente e o  corpo  material, são  registradas as
    memórias de todas as nossas vidas anteriores. É no  perispírito, por um
    processo  natural, que é realizada a transformação  da percepção 
    tridimensional para a dimensão mental da alma, da mesma forma que o 
    cérebro  do  corpo  material realiza a transformada (o  cérebro  é um
    transformador) das impressões dos sentidos materiais em percepção 
    tridimensional.
    Conforme relatei em outra mensagem, aqui tudo  é mental e a
    analogia mais próxima para nos referirmos à constituição de nossa alma é
    o  holograma. Entretanto, embora semelhante na conceituação  básica, a
    mente é muito mais complexa do que um holograma comum. A Ciência já
    está aceitando a mente como um holograma, mas ainda não possui nenhum
    modelo matemático  que se assemelhe à estrutura da mente em toda sua
    complexidade. Portanto, ao citarmos o  holograma como analogia, ainda
    corremos o risco  de não  explicar todos os fatos de forma coerente. Mas
    sendo  o  único  modelo  que se aproxima, vamos tentar usá­lo  para uma
    introdução  ao  assunto. Cada partícula material, cada partícula de um
    corpo espiritual, está presente em todos os pontos do holograma da mente
    universal. Como  no  holograma, cada ponto  da mente possui todas as
    informações do Universo, com a diferença que a estrutura da mente não é
    rígida. Uma pequena modificação em um ponto  da mente se revela em
    todos os pontos dessa estrutura. Como  o holograma não ocupa lugar no 
    espaço, por estar em uma dimensão  diferente, essas modificações podem
    ser detectadas em pontos distantes do  Universo. Decorre daí a aparente
    ação  à distância, com velocidade infinita, como  na interpretação  de
    Copenhague de que a Ciência está agora se dando  conta. Para nós o 
    espaço e o tempo são mera ilusão, pois o registro de todas as partículas de
    matéria estão  em todos os pontos do  holograma, e qualquer ação  entre

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  8. duas partículas é sentida imediatamente em qualquer parte do  universo,
    independentemente da distância. Assim a distância não  existe no plano 
    mental, pois tudo estaria num mesmo e em todos os pontos do holograma.
    Na fotografia em três dimensões temos a fonte de laser, o filme
    com o holograma e a imagem, tudo disposto no espaço tridimensional. No 
    Universo  a luz coerente é o Amor Divino, o filme com o holograma é o 
    campo mental, e a imagem é o Universo, o virtual e o material. Cada um de
    nós é um ponto  da imagem e, ao mesmo tempo, nossa mente é parte do 
    holograma, sendo capaz de ter consciência do restante do Universo. Aqui
    temos, portanto, uma diferença básica para a fotografia holográfica. No 
    Universo o holograma e a imagem gerada se interpenetram e um ponto da
    imagem pode estar consciente do restante através da parte da mente que
    está co­presente. É como se houvesse uma fonte de laser em cada ponto do 
    Universo, gerando cada uma a imagem global a partir do holograma.
    Em termos de Física, diz­se na atualidade que o  observador
    determina o  comportamento  do experimento, criando com sua mente os
    resultados que espera observar. Existiria entretanto um acordo tácito entre
    os diversos observadores para que todos vejam, sintam e aceitem conforme
    uma convenção aprovada pela maioria. Sem esta convenção  nada teria
    sentido. O termo  acordo tácito  não é o mais adequado  para descrever o 
    conceito já que nossa mente é parte da mente universal e o acordo advém
    da mente universal. Seria portanto melhor dizer que o observador antecipa
    o  resultado  do  experimento  e que ele muda o  comportamento  do 
    experimento  mudando  o experimento, recaindo  assim na interpretação 
    clássica.
    2. Dos Espíritos
    Quando  um espírito  sai do  corpo  terreno, dependendo  de sua
    evolução, poderá permanecer em diversas situações:
    · apenas como alma, sem perispírito, em planos do campo mental, para
    aqueles em estágios mais elevados de evolução;
    · como espírito com perispírito, em planos intermediários, vivendo uma
    vida semelhante à que vivia na Terra, para aqueles que tem uma
    evolução  normal como  a maioria das pessoas deste planeta de
    expiação e provas; seu perispírito se apresenta pouco denso, formado 
    de FCU e antimatéria, sendo que essa densidade diminui quanto maior
    for a evolução do espírito.
    · como espírito com perispírito em planos inferiores, quando o espírito é
    renitente no mal. Neste caso seu perispírito se apresenta mais denso,
    com maior quantidade de antimatéria.
    A morte no  corpo físico não  altera o  estado  do  espírito, que
    naturalmente irá para perto daqueles que se lhe assemelham em evolução,
    recomeçando no outro lado no ponto em que se encontrava na Terra. Seu 
    sofrimento  ou felicidade será sempre função  do  plano  em que se situam
    sendo  tudo  uma consequência automática de seus atos. E a todos é

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  9. permitida a mudança de comportamento  para um retorno  aos planos
    superiores em um futuro apropriado, após ter completado sua evolução.
    Para nós, espíritos que estamos vivendo aqui num corpo fluídico,
    tudo se passa como aí na Terra e vemos também uma ilusão convencional
    que se comporta como um mundo  tão real como  o material. Nossos
    sentidos porém são  mais potentes, comandados por nossa mente, e
    podemos ver, sentir, e nos fazermos sentir em qualquer parte e em vários
    ou em todos os lugares simultaneamente, dentro da mesma analogia com o 
    holograma mencionada acima. Um sensitivo vivo também pode fazê­lo em
    transe, ficando  seu  corpo material num ponto do  planeta e aparecendo 
    como  espírito  em local distante por comando  de sua vontade, ou  até em
    mais de um lugar ao mesmo tempo. Para nós tudo isso se torna bem mais
    fácil, pela ausência da matéria densa.
    Nós espíritos podemos, se assim o desejarmos, nos habituarmos a
    sentir como se ocupando todo  o  espaço  do  universo, mas não  o fazemos
    porque não  necessitamos disso  já que temos consciência de termos o 
    Universo em nós, e porque ainda estamos habituados a nos relacionarmos
    com outros corpos espirituais de forma humana. Limitamos assim nossa
    “visão”, bastando  para isso  desejá­lo, por ser mais cômodo  em nosso 
    estágio  atual de evolução. Tudo  depende, de novo, de estarmos mais ou 
    menos ligado ao perispírito.
    Quando “descemos” à Terra (poderíamos também dizer, subimos
    para o  nível de energia da matéria) operamos uma transformação para
    ajustar nosso corpo perispiritual à matéria, processo a que damos o nome
    de densificação, de modo  a ocuparmos um espaço  material. Mas cada
    parte de nossa alma, cada pequeno ponto  formador do  todo, continua
    contendo  todas as informações do  Universo, como  no holograma. A
    densificação ocorre apenas no perispírito e é efetuada pela incorporação 
    de partículas do campo material.
    Quando dizemos que o corpo fluídico envolve a alma não estamos
    nos referindo à alma como um núcleo que ocupa um centro no perispírito 
    mas que a alma é como um suporte, uma essência ou uma matriz que está
    presente em cada elemento do corpo fluídico. Ele toma então a forma de
    matéria etérea, sutil, constituída de moléculas e átomos sobre essa matriz
    subjacente. Dito  de outra forma, o  corpo  fluídico  é uma projeção  do 
    holograma da alma que existe em outra dimensão.
    Essa estrutura existe estando o espírito desencarnado ou não e é
    por ela que é feita a programação de nossos corpos em cada encarnação,
    antes mesmo  da que será materializada pelos cromossomas. Temos aí
    também a origem dos fenômenos de materialização, provocada pela
    migração dos átomos materiais para a estrutura previamente formada do 
    holograma.
    Em planos mais altos, estando o espírito em estágios de evolução 
    adiantados, não existe mais a necessidade dessa estrutura atômica, e o 
    espírito  pode existir como forma holográfica, mais sutil, desprendendo  o 
    corpo fluídico. Isso sem prejuízo  da “forma” externa que pode ser vista

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  10. ainda como uma projeção holográfica na mente dos espíritos que conosco 
    se comunicam. É notável também, que neste caso, não havendo  mais a
    noção de espaço, podemos todos ocupar ou não um mesmo lugar no espaço 
    material. Mas, ainda por hábito, vemos os demais espíritos e tudo a nossa
    volta, como  ocupando  um lugar que convencionamos existir, sendo  tudo 
    uma questão de sintonia de nossas mentes que podemos modificar à nossa
    vontade. Da mesma forma, a matéria pode ser entendida como  uma
    projeção  holográfica da mente Divina que todos os seres humanos
    convencionaram ver da forma como é vista, convenção esta que tem sido 
    transmitida de geração em geração.
    3. Da Comunicação
    Esclarecendo nossa forma de comunicação, observe que uma ideia
    é um conjunto  de pensamentos relacionados e também é um holograma.
    Aqui, como já disse, nos comunicamos por ideias. Numa comunicação com
    um espírito encarnado  também o  fazemos geralmente dessa forma. Um
    médium intuitivo  é a pessoa que naturalmente capta uma ideia em seu 
    espírito, faculdade essa chamada de intuição, e a traduz para a forma de
    palavras. Toda esta mensagem de hoje cabe em apenas um holograma. Isto 
    exige um grande poder de abstração por parte do médium e quando não 
    encontramos um médium com essa capacidade temos que colocar a ideia
    em forma de pensamentos encadeados ou  palavras e transmiti­las uma a
    uma como na psicografia ou psicofonia, exigindo muitas vezes o transe do 
    médium.
    Na transmissão de ideias a cultura do médium influi no conteúdo 
    da mensagem e este só  poderá traduzir aquilo  que já consegue
    compreender. Assim, nesta mensagem existem ainda muitos pontos em que
    a Ciência não se desenvolveu o bastante para compreendê­los; o conceito 
    mesmo  de holograma é recente e não  teria sido  compreendido  há um
    século  atrás. Daí esse tipo  de mensagens conter sempre contradições
    aparentes. Mas é destas contradições que se chega à interpretação correta,
    às grandes descobertas, com novos impulsos para a Ciência. Kekulé tinha
    recebido a ideia completa do anel de benzeno  desde o  começo, mas sua
    mente não conseguia captá­la até ter tido um sonho que o fez visualizar o 
    formato de anel. As interpretações previamente concebidas pela Ciência, e
    pelo  próprio  médium receptor, se constituem num bloqueio  para a
    percepção integral de novas ideias.
    Esta mensagem pode parecer estar misturada porque ao  se
    traduzir uma parte do  holograma se pega também partes vizinhas,
    mudando um pouco de assunto. Quando refletimos no que foi dito voltamos
    ao  assunto anterior e vemos que ainda havia mais para ser transmitido.
    Isto  porque o  holograma foi transmitido por inteiro e gravado  no  seu 
    espírito, em outro momento anterior que não este em que está sendo escrita
    a mensagem. Se, posteriormente, forem arrumados os diversos períodos,
    teremos um encadeamento lógico das ideias. Esta partição se nota também
    na psicofonia.

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  11. Portanto  não  é necessário falarmos em incorporação com saída
    parcial de seu  perispírito  e entrada do meu  para a transmissão  de uma
    mensagem. Na verdade estou sempre em sua mente e de todas as pessoas
    que estiverem mentalmente relacionadas comigo. Mas posso também estar
    fora ou  posso  estar parcialmente incorporado. Depende de como se está
    imaginando, embora um Espírito  possua também sua própria vontade e
    possa atuar na mente de médiuns, ou até de forma independente como no 
    ato  de criação  de um corpo  materializado. Isto  depende da vocação  de
    cada Espírito, como  os há que tem vocação  para escultor e se realizam
    dessa forma. De minha parte prefiro  trabalhar com ideias, como  você
    também paizinho, e por isso  estamos sintonizados. Eventualmente posso 
    transmitir frases fora do holograma, como foi o caso destas últimas, pois
    estou  sempre presente assistindo  sua escrita já que, ao  traduzir o 
    holograma recebido, automaticamente entra em sintonia comigo.

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  12. A motivação primária das teorias da supergravidade e das supercordas tem
    sido a unificação da gravidade com as outras interações das partículas elementares,
    com a esperança de desenvolver uma teoria quântica da gravidade. Na nossa bem
    conhecida teoria clássica do campo eletromagnético podemos aumentar a energia do 
    campo de quanto quisermos, mas na teoria quantizada o aumento da energia só pode
    ser feito em quantidades discretas, os quanta ou fótons no caso do eletromagnetismo,
    que na linguagem da Física moderna são também chamados de partículas. Nessas
    teorias os estados de mais baixa densidade de energia são chamados de “vácuo 
    verdadeiro” e assume­se que o espaço vazio consiste de um destes estados. Possíveis
    oscilações destes valores de vácuo são chamados de partículas de Higgs. A Ciência
    entretanto ainda não  consegue explicar as observações astronômicas referentes ao 
    estado de quebra de simetria, que descreve nosso presente universo, observações
    essas que apresentam grandes valores para os campos de Higgs, enquanto que os
    valores esperados da densidade de energia para um vácuo simétrico, no qual os
    campos de Higgs tem amplitude zero, deveriam ser  zero. Este problema, que é
    equivalente ao “problema da constante cosmológica”, parece indicar que mesmo um
    estado tão simples como o vácuo  tem propriedades que ainda não são 
    compreendidas.
    Quarta mensagem:
    Esta semana a aula versou  sobre a estrutura dos campos. O
    campo  de energia, ou simplesmente campo, é constituído pelos diversos
    tipos de partículas elementares e suas antipartículas, positivas e negativas,
    embora com densidades locais diferentes. O éter nada mais é que o 
    conjunto de partículas elementares h+ e h­. Quando em pares orientados
    ou dipolos formam os campos eletromagnético e anti­eletromagnéticos, que
    diferem apenas pelo  excesso  de uma das partículas elementares. Os
    campos gravitacional e antigravitacional são  o  conjunto de partículas

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  13. elementares m em, que formam gradientes opostos de densidade em torno 
    da matéria e da antimatéria.
    Somente quando estamos falando de campo é que nos referimos a
    um tipo específico de partícula. Como o holograma é quantizado, formado 
    por pontos, o espaço­tempo não é contínuo. Assim todas as dimensões de
    espaço e de tempo são descontínuas. Também os campos, como o FCU, o 
    campo  gravitacional e o  campo eletromagnético, são  formados por
    partículas elementares. A cada campo está associada uma partícula
    elementar e a cada anticampo  a sua antipartícula elementar, sendo que
    ambos, campo e anticampo, são descontínuos e ocupam simultaneamente o 
    espaço, em equilíbrio com a matéria e a antimatéria locais. As partículas
    elementares h+ h­, que dão origem às cargas elétricas, quando agrupadas
    com as de sinal oposto formam os fótons. Em estado de energia nula essas
    partículas elementares estão espalhadas no campo e normalmente unidas
    aos pares com suas antipartículas, formando  dipolos elétricos,
    responsáveis pela polarização do campo eletromagnético.
    O campo magnético  é o  campo  elétrico  visto  de um sistema em
    movimento relativo e vice­versa. Para um observador em repouso o campo 
    magnético é o resultado do  movimento  do campo  elétrico e se uma
    partícula se move nesse campo magnético ela verá um campo  elétrico 
    aparente. Portanto, como já demonstrado  pela Teoria da Relatividade, o 
    campo  elétrico  e o magnético são  um só, o  campo  eletromagnético, e a
    intensidade aparente de cada um, conforme a velocidade do  observador,
    são dadas pelas transformações de Lorentz.
    O campo  gravitacional não  é tão  simples como  se descreve
    atualmente. Ele também é formado  por partículas e antipartículas
    elementares de massa, constituindo na verdade dois campos superpostos.
    Essas partículas elementares de massa são  próprias do  campo 
    gravitacional e portanto  diferentes das que formam o  campo 
    eletromagnético, como  veremos no  capítulo seguinte. Na proximidade de
    um planeta como a Terra, essencialmente material, o campo gravitacional
    é formado principalmente de partículas elementares materiais de massa ou 
    partículas m. A densidade destas partículas cresce na direção do centro da
    Terra. A densidade de partículas virtuais ou antipartículas elementares m,
    decresce na mesma direção. Na proximidade dos corpos celestes do 
    Universo  virtual, constituídos principalmente de antimatéria, ocorre o 
    oposto, a densidade do  campo  gravitacional material decresce e a do 
    campo gravitacional virtual aumenta na direção do centro. A matéria tende
    a levitar no  anticampo  ou  campo  virtual e, inversamente, a antimatéria
    levita no  campo material. Há, porém, uma diferença de nível de energia
    entre os dois de modo  que não  apenas a antimatéria como  também o 
    anticampo, ambos rarefeitos na proximidade do  planeta, não  são 
    facilmente detectáveis pelos instrumentos atuais.
    Os prótons atraem­se entre si pela Lei dos Semelhantes, uma vez
    que possuem massas positivas e cargas elétricas de mesmo  sinal. Esta
    força de atração atua também sobre as partículas elementares dos campos

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  14. eletromagnético e gravitacional, formando uma camada dentro do núcleo,
    como  um fluido, de grande densidade ou  alta energia, que passou  a ser
    chamado de glúon.

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  15. A ciência de uma certa forma,é como uma roda que funciona muito bem, no chão. Mesmo assim, ela também é Espiritual. Tudo que está sendo descoberto, já existia.
    Agora com o avanço tecnológico, aprendemos mais porque observamos melhor, somos conscientes disso.
    E aquilo que não somos consciente, não existe?
    O que é a consciência e o inconsciente?

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  16. A ciência de uma certa forma,é como uma roda que funciona muito bem, no chão. Mesmo assim, ela também é Espiritual. Tudo que está sendo descoberto, já existia.
    Agora com o avanço tecnológico, aprendemos mais porque observamos melhor, somos conscientes disso.
    E aquilo que não somos consciente, não existe?
    O que é a consciência e o inconsciente?

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  17. O grande rio tem seu trajeto, antes do mar imenso.
    Copiando-lhe a expressão , a Alma percorre igualmente caminhos variados e etapas diversas, também recebe afluentes de conhecimentos, aqui e ali, avoluma-se em expressão e purifica-se em qualidade, antes de encontrar o Oceano Eterno da Sabedoria.
    Seria extremamente infantil a crença de que o simples ” baixar do pano” resolvesse transcedentes questões da espiritualidade e do infinito.

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  18. Atribuir a formação primeira das coisas às propriedades íntimas da matéria seria tomar o efeito pela causa, pois essas propriedades são, em si mesmas, um efeito que deve ter uma causa inteligente.

    0ue homem de bom senso pode considerar o acaso como um ser inteligente? E, além disso, o que é o acaso?

    A harmonia que regula as forças do universo revela combinações e propósitos determinados e, por isso mesmo, denota um poder inteligente. Atribuir a formação primeira ao acaso seria um contra-senso, pois o acaso é cego e não pode produzir os efeitos que a inteligência produz. Um acaso inteligente já não seria acaso.

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  19. Estamos aqui, nascemos vivemos e morremos, nosso organismo trabalha independente do nosso comando consciente, a terra está ai n espaço completanto sua trajetória, assim como nosso sol, avia láctea também tem um rumo um destino como todas as galáxias desse universo material, bem! tudo ficaria muito fácil de explicar se não tivesse ninguem observando. Quem observa? A matéria?

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  20. Antes de todas essas transformações de matérias,em todo o universo conhecido antes do big bang tudo era tão micro que caberia na ponta de uma agulha e sobrava muito espaço. De onde veio tudo isso?Não havia nada? Nada???

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  21. Transportando-nos a alguns milhões de séculos somente, verificamos que a nossa terra ainda não existe, que mesmo o nosso sistema solar ainda não começou as evoluções da vida planetária. Entretanto, já esplêndidos sóis iluminam o éter: já planetas habitados dão vida e existência a uma imensidade de seres que nos precederam na carreira humana, que as produções opulentas de uma natureza desconhecida e os maravilhosos fenômenos dos céus desdobram, sob outros olhares, os quadros imensos da criação. Que digo! já deixaram de existir esplendores que muito antes fizeram palpitar o coração de outros ( mortais ), sob o pensamento da potência infinita! E nós, pobres seres pequeninos, que viemos após uma eternidade de vida, nós nos cremos contemporâneos da Criação !
    Ainda uma vez, compreendamos melhor a Natureza. Saibamos que atrás de nás, como a nossa frente, está a eternidade, que o espaço é teatro de inimaginávelsucessão e simultaneidade de criações. Tais nebulosas, que mal percebemos nos mais longinquos pontos do céu, são aglomerações de sois em vias de formação; outras são Vias Lacteas de mundos habitados; outras, ainda são sedes de catástrofes e de perecimento. Saibamos que, asim como estamos colocados no meio de uma infinidade de mundos, tambem estamos no meio de uma dupla infinidade de durações, anteriores e ulteriores; que a criação universal não se acha restrita a nós, e que, portanto, não podemos aplicar essa expressão à formação isolada do nosso pequenino globo>

    Deus cria para evoluir!

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  22. O começo absoluto das coisas remonta, pois, a Deus. As sucessivas aparições delas no domínio da existência constituem a ordem da criação perpétua. Que mortal poderia dizer das magnificiências desconhecidas e soberbamente veladas sob a noite das idades que se desdobraram nesses tempos antigos, em que nenhuma das maravilhas do universo atual existia; nessa época primitiva em que, tendo-se feito ouvir a voz do Senhor, os materiais que no futuro haviam de agregar-se por si mesmos e simetricamente, para formar o templo da Natureza, se encontraram de súbito no seio dos vácuos infinitos; quando aquela voz misteriosa, que toda criatura venera e estima como a de uma Mãe, produziu NOTAS HARMONIOSAMENTE VARIADAS, para irem vibrar juntas e modular o concerto dos céus imensos.
    O mundo, no nascedouro, não se apresentou na sua virilidade e na plenitude de sua vida, não. O poder criador nunca se contradiz e, como todas as coisas, o universo nasce criança. Revestido das leis mencionadas acima e da impulsão inicial inerente à sua própria formação, a matéria cósmica primitiva fez que sucessivamente nascessem tubilhões, aglomerarações desse fluido difuso, amontoados de matéria nebulosa que se cindiram por si próprios e se modificaram ao infinito para gerar, nas regiões incomensuraveis da amplidão, diversos centros de criações simultâneas ou sucessivas.
    Em virtude das forças que predominaram sobre um ou sobre outro deles, e das circunstâncias ulteriores que presidiram aos seus desenvolvimentos, esses centros primitivos se tornaram focos de uma vida especial: uns, menos disseminadas no espaço e nais ricos em princípios e em forças atuantes, começaram desde logo a sua particular vida astral; os outros, ocupando ilimitada extensão, cresceram com extrema lentidão, ou de novo se dividiram em outros centros secundários.

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  23. Deus talvez, não seja um só,Deus é o máximo que podemos entender por enquanto.
    A consciência espiritual que arquiva todas as vivencias em todas as épocas da eternidade.
    O máximo da manifestação espiritual na terra, é o Amor espiritual.
    O máximo do Amor na terra, é quando doamos até nossa própria vida em benefício daquele que amamos, sem querer nada em troca e tendo consciência que doamos sómente a vida carnal, pois a espiritual tem que ser conquistada e entendida.Não confundir um ato de amor desesperado com suicídio, que é ignorancia,covardia e egoismo puro.
    aqueles que se encontram no planeta terra na dimensão espaço tempo físico, não estão no mundo real nem muito menos no tempo real, vivemos no passado da matéria que é a explosão, a transformação a evolução, que de uma certa forma para o mundo real, já passou. A matéria , presente e real, se encontra em estado evoluidíssimo a tal ponto que a própria matéria,também existe no mundo real e espiritual, porque é nossa própria criação, e os espíritos fazem o que querem com a matéria dependendo da sua evolução.
    Existe uma grande diferença entre o presente do mundo espiritual e real, para o presente do espírito que habita o mundo espiritual, que dependendo do nível de consciência espiritual, ainda estará próximo ou longe do verdadeiro mundo espiritual e real que é a causa de tudo que

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  24. Nossa galáxia é um ponto no universo material e o universo material não é nem um ponto no universo espiritual.

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  25. nós estamos presos nesta dimensão espaço tempo, que é o resultado, o efeito da ação consciente dos habitantes de outra dimensão, que é a causa disso tudo, que é de fato a real. Este universo que vivemos é como um campo de infinitas elaborações da matéria, aqui o tempo o espaço a matéria bruta são um entrave econfundimos tudo,achamos que tudo é como vemos e sentimos com os nossos fracos sentidos.também somos habitantes desta dimensão real (mundo espiritual)estamos aqui porque somos os engenheiros de deus em constante aprendizado e retornaremos para esse mundo depois da morte carnal.
    Esse mundo espiritual é muito diferente desse dependendo do nível de consciência de cada um.
    No mundo espiritual a várias localidades assim como no mundo material também há.O tempo e o espaço de uma certa forma dependendo da localidade desaparece.Tudo vira presente.

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  26. É TUDO ACASO? O FUTURO NÃO É NADA?
    Nós vivemos, pensamos, agimos, eis o que é positivo; nós morremos, e isso não é menos certo. Deixando a terra, para onde vamos? Em que nos tornaremos?
    Seremos melhores ou piores? Seremos ou não seremos? Ser ou não ser, tal é a alternativa; é para sempre ou para nunca; é tudo ou nada:ou viveremos eternamente, ou tudo se acabará sem retorno.VALE BEM A PENA PENSAR NISSO.
    Todo homem experimenta a necessidade de viver, de gozar,de amar, de ser feliz.Dizei aquele que sabe que vai morrer que ele viverá ainda, que sua hora será retardada, dizei-lhe, sobretudo, que será mais feliz do nunca fora, e seu coração vai palpitar de alegria. Mas, de que serviriam essas aspirações de felicidade, se um sopro pode fazê-las desvanecerem-se?
    Há alguma coisa mais desesperadora do que esse pensamento da destruição absoluta? Afeições santas, inteligência, progresso, saber laboriosamente adquirido, tudo será aniquilado, tudo estará perdido!.+
    Qual a necessidade do esforço para se tornar melhor, da repressão para conter suas paixões, fatigar-se para adornar seu Espírito, se disso não se deve recolher nenhum fruto, sobretudo, com esse pensamento de que amanhã talvez isso não nos servirá para nada? Se assim fosse, a sorte do homem seria mil vezes pior do que a do animal, porque o animal vive inteiramente no presente, na satisfação de seus apetites materiais, sem aspiração quanto ao futuro.UMA SECRETA INTUIÇÃO DIZ QUE ISSO NÂO É POSSÍVEL.
    Pela crença em o nada, o homem concentra fortemente todos os seus pensamentos sobre a vida presente; não poderia, com efeito, logicamente se preocupar com o futuro que ele não espera.Essa preocupação exclusiva do presente conduz, naturalmente, a pensar em si antes de tudo;é pois,o mais poderoso estímulo ao egoismo, e o incrédulo é coerente consigo mesmo quando chega a esta conclusão: gozemos enquanto aqui estamos, gozemos o mais possível, porque depois de nós tudo estará terminado; gozemos depressa, porque não sabemos quanto isso durará: e a esse outro, tambem muito grave para a sociedade: gozemos, apezar de tudo; cada um por si; a felicidade, neste mundo, é do mais esperto.
    Se o respeito humano detém alguns, que freio podem ter aqueles que nada temem? Eles dizem que a lei humana não alcança senão os inábeis; por isso aplicam seu gênio nos meios de a contornarem. Se há uma doutrina malsã e anti social, seguramente, é a dos céticos e materialistas porque rompe os verdadeiros laços da solidariedade e da fraternidade.
    Suponhamos que, por uma circunstancia qualquer, todo povo da terra adquirisse a certeza de que em um ano todos serão aniquilados, e que não haverá vida depois da morte, que fará durante esse tempo? Trabalhará pelo seu melhoramento, pela sua instrução? Se entregará ao trabalho para sobreviver? Respeitará os direitos os bens, a vida dos seus semelhantes? Submeter-se-á às leis de uma autoridade qualquer que seja, mesmo a mais legítima? Terá para si um dever qualquer? Seguramente que não. Pois bem. O que não se alcança em massa, a doutrina do materialismo o realiza, cada dia, isoladamente. Se as consequências disso não são tão desastrosas quanto poderiam ser, é primeiro porque, entre a maioria dos incrédulos, há mais fanfarrice do que de verdadeira incredulidade , mais dúvidas do que convicção, e porque tem mais medo do nada que procuram aparentar: os incrédulos absolutos são uma infinita minoria a beira da psicopatia .
    Se a incredulidade absoluta se tornar um dia a opnião da maioria, o que é quase impossível porque o mundo espiritual não para de trabalhar para a melhora do planeta, mas se isso acontecesse seria o fim.

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