domingo, 14 de dezembro de 2008

A nova infância da Terra



Os primeiros 500 milhões de anos não são mais um grande mistério

Sabemos que a Terra tem em torno de 4,5 bilhões de anos e que foi formada junto com os outros planetas do Sistema Solar. O grande matemático francês Pierre Simon de Laplace foi o primeiro a propor um modelo para a formação do Sol e da sua corte de planetas. Usando a mecânica de Newton, Laplace provou que uma esfera de matéria girando e encolhendo devido à sua própria gravidade eventualmente se achataria na forma dum disco com a maior concentração de matéria no centro. Quem faz pizza sabe disso intuitivamente.

Modelos mais modernos, usando computadores, mostram que a formação dos planetas se deve à agregação de partículas de matéria, como quando fazemos bolas de neve: a bola cresce ao agregar mais flocos de neve. (Sei que a imagem não é muito ilustrativa no Brasil, mas está nevando lá fora e não pude resistir.) No caso dos planetas rochosos, partículas microscópicas tornaram-se pedregulhos e estes, ao colidir, começaram a formar proto-planetas. Para os planetas gasosos (Júpiter, Saturno, Urano e Netuno), matéria como hidrogênio e metano, que mais perto do Sol é volátil, estava congelada. Por isso, esses planetas têm uma composição bem distinta daquela da Terra e dos seus primos rochosos (Mercúrio, Vênus, Marte e asteróides).

O processo de nascimento planetário é bastante caótico. Durante os primeiros 500 milhões de anos, os planetas e as suas luas foram ferozmente bombardeados por asteróides e cometas, detritos do período de formação do sistema solar. Segundo teorias modernas, a própria Lua nasceu devido à uma gigantesca colisão entre a Terra e um proto-planeta do tamanho de Marte, logo no começo.

A visão que temos é de que a Terra era o próprio inferno: colisões com asteróides de 100 km ou 200 km de diâmetro, capazes de evaporar todos os oceanos, eram relativamente comuns.

Nessas condições, a vida seria impossível. Por isso, teorias que procuram explicar a origem da vida especulam seu início em torno de 3,8 bilhões de anos atrás, quando as coisas principiaram a se acalmar: oceanos não evaporaram mais, e as colisões, embora continuassem, já não alteravam completamente o quadro planetário.

A dificuldade com essa explicação é a falta de evidência que temos dos primeiros 500 milhões de anos de vida da Terra. Como dizem os geólogos, a memória do passado terrestre está escrita nas rochas. Se rochas não existiam, ou se eram aniquiladas e derretidas continuamente por colisões devastadoras, não existe memória: os primeiros 500 anos de vida da Terra seriam permanentemente envoltos em mistério, algo que deixa os cientistas com muito incômodo. Felizmente, as coisas estão mudando.

Tudo por causa dos cristais de zircão, os únicos pedaços de matéria disponíveis que datam dos primeiros 500 milhões de anos da Terra e que sobreviveram ao pandemônio. Combinando o elemento zircônio com silício e oxigênio, os cristais ultra-resistentes, incrustados em rochas australianas de 3 bilhões de anos, guardam a memória da mais tenra infância terrestre. Para facilitar ainda mais, os cristais contêm traços do elemento radioativo urânio, permitindo estimar a data de sua formação como tendo sido nos primeiros 200 milhões de anos da Terra.

Traços de isótopos de oxigênio mostram que já existia água em abundância. Análises mostram ainda que a Terra era mais fria do que se pensava.

Apenas em placas continentais tais temperaturas eram possíveis. Uma Terra com água líquida e placas continentais permite a formação da vida bem antes do que 3,8 bilhões de anos atrás. Talvez a vida tenha tido mais tempo do que se pensa para surgir.

19 comentários:

  1. 1. Do Holograma
    O Universo é mais complexo do que imaginamos aí na Terra. Os
    campos que mencionei na primeira mensagem se complementam e
    influenciam a matéria. Podemos observar e participar dessa influência
    usando  nossa vontade que é agora mais livre. Quando não  estamos
    próximos à matéria vivenciamos o  mundo  espiritual em toda a sua
    grandeza. Essa vivência é bem diferente da que é experimentada aí. Tudo 
    aqui é mais leve, mais fluido, mais rápido, mais luminoso e mais fácil de
    ser modificado.
    A Doutrina Espírita esclarece que o homem é composto do corpo 
    material, do  perispírito  e da alma 
    5
    , enquanto  que nós espíritos, temos
    apenas o perispírito e a alma. Na alma está a mente, e no perispírito, que
    serve de ligação  entre a mente e o  corpo  material, são  registradas as
    memórias de todas as nossas vidas anteriores. É no  perispírito, por um
    processo  natural, que é realizada a transformação  da percepção 
    tridimensional para a dimensão mental da alma, da mesma forma que o 
    cérebro  do  corpo  material realiza a transformada (o  cérebro  é um
    transformador) das impressões dos sentidos materiais em percepção 
    tridimensional.
    Conforme relatei em outra mensagem, aqui tudo  é mental e a
    analogia mais próxima para nos referirmos à constituição de nossa alma é
    o  holograma. Entretanto, embora semelhante na conceituação  básica, a
    mente é muito mais complexa do que um holograma comum. A Ciência já
    está aceitando a mente como um holograma, mas ainda não possui nenhum
    modelo matemático  que se assemelhe à estrutura da mente em toda sua
    complexidade. Portanto, ao citarmos o  holograma como analogia, ainda
    corremos o risco  de não  explicar todos os fatos de forma coerente. Mas
    sendo  o  único  modelo  que se aproxima, vamos tentar usá­lo  para uma
    introdução  ao  assunto. Cada partícula material, cada partícula de um
    corpo espiritual, está presente em todos os pontos do holograma da mente
    universal. Como  no  holograma, cada ponto  da mente possui todas as
    informações do Universo, com a diferença que a estrutura da mente não é
    rígida. Uma pequena modificação em um ponto  da mente se revela em
    todos os pontos dessa estrutura. Como  o holograma não ocupa lugar no 
    espaço, por estar em uma dimensão  diferente, essas modificações podem
    ser detectadas em pontos distantes do  Universo. Decorre daí a aparente
    ação  à distância, com velocidade infinita, como  na interpretação  de
    Copenhague de que a Ciência está agora se dando  conta. Para nós o 
    espaço e o tempo são mera ilusão, pois o registro de todas as partículas de
    matéria estão  em todos os pontos do  holograma, e qualquer ação  entre

    ResponderExcluir
  2. duas partículas é sentida imediatamente em qualquer parte do  universo,
    independentemente da distância. Assim a distância não  existe no plano 
    mental, pois tudo estaria num mesmo e em todos os pontos do holograma.
    Na fotografia em três dimensões temos a fonte de laser, o filme
    com o holograma e a imagem, tudo disposto no espaço tridimensional. No 
    Universo  a luz coerente é o Amor Divino, o filme com o holograma é o 
    campo mental, e a imagem é o Universo, o virtual e o material. Cada um de
    nós é um ponto  da imagem e, ao mesmo tempo, nossa mente é parte do 
    holograma, sendo capaz de ter consciência do restante do Universo. Aqui
    temos, portanto, uma diferença básica para a fotografia holográfica. No 
    Universo o holograma e a imagem gerada se interpenetram e um ponto da
    imagem pode estar consciente do restante através da parte da mente que
    está co­presente. É como se houvesse uma fonte de laser em cada ponto do 
    Universo, gerando cada uma a imagem global a partir do holograma.
    Em termos de Física, diz­se na atualidade que o  observador
    determina o  comportamento  do experimento, criando com sua mente os
    resultados que espera observar. Existiria entretanto um acordo tácito entre
    os diversos observadores para que todos vejam, sintam e aceitem conforme
    uma convenção aprovada pela maioria. Sem esta convenção  nada teria
    sentido. O termo  acordo tácito  não é o mais adequado  para descrever o 
    conceito já que nossa mente é parte da mente universal e o acordo advém
    da mente universal. Seria portanto melhor dizer que o observador antecipa
    o  resultado  do  experimento  e que ele muda o  comportamento  do 
    experimento  mudando  o experimento, recaindo  assim na interpretação 
    clássica.
    2. Dos Espíritos
    Quando  um espírito  sai do  corpo  terreno, dependendo  de sua
    evolução, poderá permanecer em diversas situações:
    · apenas como alma, sem perispírito, em planos do campo mental, para
    aqueles em estágios mais elevados de evolução;
    · como espírito com perispírito, em planos intermediários, vivendo uma
    vida semelhante à que vivia na Terra, para aqueles que tem uma
    evolução  normal como  a maioria das pessoas deste planeta de
    expiação e provas; seu perispírito se apresenta pouco denso, formado 
    de FCU e antimatéria, sendo que essa densidade diminui quanto maior
    for a evolução do espírito.
    · como espírito com perispírito em planos inferiores, quando o espírito é
    renitente no mal. Neste caso seu perispírito se apresenta mais denso,
    com maior quantidade de antimatéria.
    A morte no  corpo físico não  altera o  estado  do  espírito, que
    naturalmente irá para perto daqueles que se lhe assemelham em evolução,
    recomeçando no outro lado no ponto em que se encontrava na Terra. Seu 
    sofrimento  ou felicidade será sempre função  do  plano  em que se situam
    sendo  tudo  uma consequência automática de seus atos. E a todos é

    ResponderExcluir
  3. permitida a mudança de comportamento  para um retorno  aos planos
    superiores em um futuro apropriado, após ter completado sua evolução.
    Para nós, espíritos que estamos vivendo aqui num corpo fluídico,
    tudo se passa como aí na Terra e vemos também uma ilusão convencional
    que se comporta como um mundo  tão real como  o material. Nossos
    sentidos porém são  mais potentes, comandados por nossa mente, e
    podemos ver, sentir, e nos fazermos sentir em qualquer parte e em vários
    ou em todos os lugares simultaneamente, dentro da mesma analogia com o 
    holograma mencionada acima. Um sensitivo vivo também pode fazê­lo em
    transe, ficando  seu  corpo material num ponto do  planeta e aparecendo 
    como  espírito  em local distante por comando  de sua vontade, ou  até em
    mais de um lugar ao mesmo tempo. Para nós tudo isso se torna bem mais
    fácil, pela ausência da matéria densa.
    Nós espíritos podemos, se assim o desejarmos, nos habituarmos a
    sentir como se ocupando todo  o  espaço  do  universo, mas não  o fazemos
    porque não  necessitamos disso  já que temos consciência de termos o 
    Universo em nós, e porque ainda estamos habituados a nos relacionarmos
    com outros corpos espirituais de forma humana. Limitamos assim nossa
    “visão”, bastando  para isso  desejá­lo, por ser mais cômodo  em nosso 
    estágio  atual de evolução. Tudo  depende, de novo, de estarmos mais ou 
    menos ligado ao perispírito.
    Quando “descemos” à Terra (poderíamos também dizer, subimos
    para o  nível de energia da matéria) operamos uma transformação para
    ajustar nosso corpo perispiritual à matéria, processo a que damos o nome
    de densificação, de modo  a ocuparmos um espaço  material. Mas cada
    parte de nossa alma, cada pequeno ponto  formador do  todo, continua
    contendo  todas as informações do  Universo, como  no holograma. A
    densificação ocorre apenas no perispírito e é efetuada pela incorporação 
    de partículas do campo material.
    Quando dizemos que o corpo fluídico envolve a alma não estamos
    nos referindo à alma como um núcleo que ocupa um centro no perispírito 
    mas que a alma é como um suporte, uma essência ou uma matriz que está
    presente em cada elemento do corpo fluídico. Ele toma então a forma de
    matéria etérea, sutil, constituída de moléculas e átomos sobre essa matriz
    subjacente. Dito  de outra forma, o  corpo  fluídico  é uma projeção  do 
    holograma da alma que existe em outra dimensão.
    Essa estrutura existe estando o espírito desencarnado ou não e é
    por ela que é feita a programação de nossos corpos em cada encarnação,
    antes mesmo  da que será materializada pelos cromossomas. Temos aí
    também a origem dos fenômenos de materialização, provocada pela
    migração dos átomos materiais para a estrutura previamente formada do 
    holograma.
    Em planos mais altos, estando o espírito em estágios de evolução 
    adiantados, não existe mais a necessidade dessa estrutura atômica, e o 
    espírito  pode existir como forma holográfica, mais sutil, desprendendo  o 
    corpo fluídico. Isso sem prejuízo  da “forma” externa que pode ser vist

    ResponderExcluir
  4. ainda como uma projeção holográfica na mente dos espíritos que conosco 
    se comunicam. É notável também, que neste caso, não havendo  mais a
    noção de espaço, podemos todos ocupar ou não um mesmo lugar no espaço 
    material. Mas, ainda por hábito, vemos os demais espíritos e tudo a nossa
    volta, como  ocupando  um lugar que convencionamos existir, sendo  tudo 
    uma questão de sintonia de nossas mentes que podemos modificar à nossa
    vontade. Da mesma forma, a matéria pode ser entendida como  uma
    projeção  holográfica da mente Divina que todos os seres humanos
    convencionaram ver da forma como é vista, convenção esta que tem sido 
    transmitida de geração em geração.
    3. Da Comunicação
    Esclarecendo nossa forma de comunicação, observe que uma ideia
    é um conjunto  de pensamentos relacionados e também é um holograma.
    Aqui, como já disse, nos comunicamos por ideias. Numa comunicação com
    um espírito encarnado  também o  fazemos geralmente dessa forma. Um
    médium intuitivo  é a pessoa que naturalmente capta uma ideia em seu 
    espírito, faculdade essa chamada de intuição, e a traduz para a forma de
    palavras. Toda esta mensagem de hoje cabe em apenas um holograma. Isto 
    exige um grande poder de abstração por parte do médium e quando não 
    encontramos um médium com essa capacidade temos que colocar a ideia
    em forma de pensamentos encadeados ou  palavras e transmiti­las uma a
    uma como na psicografia ou psicofonia, exigindo muitas vezes o transe do 
    médium.
    Na transmissão de ideias a cultura do médium influi no conteúdo 
    da mensagem e este só  poderá traduzir aquilo  que já consegue
    compreender. Assim, nesta mensagem existem ainda muitos pontos em que
    a Ciência não se desenvolveu o bastante para compreendê­los; o conceito 
    mesmo  de holograma é recente e não  teria sido  compreendido  há um
    século  atrás. Daí esse tipo  de mensagens conter sempre contradições
    aparentes. Mas é destas contradições que se chega à interpretação correta,
    às grandes descobertas, com novos impulsos para a Ciência. Kekulé tinha
    recebido a ideia completa do anel de benzeno  desde o  começo, mas sua
    mente não conseguia captá­la até ter tido um sonho que o fez visualizar o 
    formato de anel. As interpretações previamente concebidas pela Ciência, e
    pelo  próprio  médium receptor, se constituem num bloqueio  para a
    percepção integral de novas ideias.
    Esta mensagem pode parecer estar misturada porque ao  se
    traduzir uma parte do  holograma se pega também partes vizinhas,
    mudando um pouco de assunto. Quando refletimos no que foi dito voltamos
    ao  assunto anterior e vemos que ainda havia mais para ser transmitido.
    Isto  porque o  holograma foi transmitido por inteiro e gravado  no  seu 
    espírito, em outro momento anterior que não este em que está sendo escrita
    a mensagem. Se, posteriormente, forem arrumados os diversos períodos,
    teremos um encadeamento lógico das ideias. Esta partição se nota também
    na psicofoni

    ResponderExcluir
  5. O que nos dizem a Física e o Espiritismo atuais
    A motivação primária das teorias da supergravidade e das supercordas tem
    sido a unificação da gravidade com as outras interações das partículas elementares,
    com a esperança de desenvolver uma teoria quântica da gravidade. Na nossa bem
    conhecida teoria clássica do campo eletromagnético podemos aumentar a energia do 
    campo de quanto quisermos, mas na teoria quantizada o aumento da energia só pode
    ser feito em quantidades discretas, os quanta ou fótons no caso do eletromagnetismo,
    que na linguagem da Física moderna são também chamados de partículas. Nessas
    teorias os estados de mais baixa densidade de energia são chamados de “vácuo 
    verdadeiro” e assume­se que o espaço vazio consiste de um destes estados. Possíveis
    oscilações destes valores de vácuo são chamados de partículas de Higgs. A Ciência
    entretanto ainda não  consegue explicar as observações astronômicas referentes ao 
    estado de quebra de simetria, que descreve nosso presente universo, observações
    essas que apresentam grandes valores para os campos de Higgs, enquanto que os
    valores esperados da densidade de energia para um vácuo simétrico, no qual os
    campos de Higgs tem amplitude zero, deveriam ser  zero. Este problema, que é
    equivalente ao “problema da constante cosmológica”, parece indicar que mesmo um
    estado tão simples como o vácuo  tem propriedades que ainda não são 
    compreendidas.

    ResponderExcluir
  6. Esta semana a aula versou  sobre a estrutura dos campos. O
    campo  de energia, ou simplesmente campo, é constituído pelos diversos
    tipos de partículas elementares e suas antipartículas, positivas e negativas,
    embora com densidades locais diferentes. O éter nada mais é que o 
    conjunto de partículas elementares h+ e h­. Quando em pares orientados
    ou dipolos formam os campos eletromagnético e anti­eletromagnéticos, que
    diferem apenas pelo  excesso  de uma das partículas elementares. Os
    campos gravitacional e antigravitacional são  o  conjunto de partículas23 – A ESTRUTURA DA MATÉRIA SEGUNDO OS ESPÍRITOS – Primeir a Parte
    elementares m em, que formam gradientes opostos de densidade em torno 
    da matéria e da antimatéria.
    Somente quando estamos falando de campo é que nos referimos a
    um tipo específico de partícula. Como o holograma é quantizado, formado 
    por pontos, o espaço­tempo não é contínuo. Assim todas as dimensões de
    espaço e de tempo são descontínuas. Também os campos, como o FCU, o 
    campo  gravitacional e o  campo eletromagnético, são  formados por
    partículas elementares. A cada campo está associada uma partícula
    elementar e a cada anticampo  a sua antipartícula elementar, sendo que
    ambos, campo e anticampo, são descontínuos e ocupam simultaneamente o 
    espaço, em equilíbrio com a matéria e a antimatéria locais. As partículas
    elementares h+ h­, que dão origem às cargas elétricas, quando agrupadas
    com as de sinal oposto formam os fótons. Em estado de energia nula essas
    partículas elementares estão espalhadas no campo e normalmente unidas
    aos pares com suas antipartículas, formando  dipolos elétricos,
    responsáveis pela polarização do campo eletromagnético.
    O campo magnético  é o  campo  elétrico  visto  de um sistema em
    movimento relativo e vice­versa. Para um observador em repouso o campo 
    magnético é o resultado do  movimento  do campo  elétrico e se uma
    partícula se move nesse campo magnético ela verá um campo  elétrico 
    aparente. Portanto, como já demonstrado  pela Teoria da Relatividade, o 
    campo  elétrico  e o magnético são  um só, o  campo  eletromagnético, e a
    intensidade aparente de cada um, conforme a velocidade do  observador,
    são dadas pelas transformações de Lorentz.
    O campo  gravitacional não  é tão  simples como  se descreve
    atualmente. Ele também é formado  por partículas e antipartículas
    elementares de massa, constituindo na verdade dois campos superpostos.
    Essas partículas elementares de massa são  próprias do  campo 
    gravitacional e portanto  diferentes das que formam o  campo 
    eletromagnético, como  veremos no  capítulo seguinte. Na proximidade de
    um planeta como a Terra, essencialmente material, o campo gravitacional
    é formado principalmente de partículas elementares materiais de massa ou 
    partículas m. A densidade destas partículas cresce na direção do centro da
    Terra. A densidade de partículas virtuais ou antipartículas elementares m,
    decresce na mesma direção. Na proximidade dos corpos celestes do 
    Universo  virtual, constituídos principalmente de antimatéria, ocorre o 
    oposto, a densidade do  campo  gravitacional material decresce e a do 
    campo gravitacional virtual aumenta na direção do centro. A matéria tende
    a levitar no  anticampo  ou  campo  virtual e, inversamente, a antimatéria
    levita no  campo material. Há, porém, uma diferença de nível de energia
    entre os dois de modo  que não  apenas a antimatéria como  também o 
    anticampo, ambos rarefeitos na proximidade do  planeta, não  são 
    facilmente detectáveis pelos instrumentos atuais.
    Os prótons atraem­se entre si pela Lei dos Semelhantes, uma vez
    que possuem massas positivas e cargas elétricas de mesmo  sinal. Esta
    força de atração atua também sobre as partículas elementares dos campos

    ResponderExcluir
  7. eletromagnético e gravitacional, formando uma camada dentro do núcleo,
    como  um fluido, de grande densidade ou  alta energia, que passou  a ser
    chamado de glúon.

    ResponderExcluir
  8. O que nos dizem a Física e o Espiritismo atuais
    Iniciado pelos atomistas gregos da época pré­socrática o homem tem
    buscado por mais de 2400 anos os constituintes elementares indivisíveis da matéria.
    Nesta busca construiu  aceleradores de partículas gigantescos e tem empregado 
    milhares de pessoas nos cerca de vinte laboratórios na Europa, Estados Unidos e
    Rússia. Do átomo de Demócrito passamos para o conceito de moléculas formadas de
    átomos sendo estes formados por  elétrons (com carga elétrica negativa) e núcleos.
    Os núcleos são compostos de prótons (com carga elétrica positiva) e nêutrons sendo 
    estas três as únicas partículas conhecidas nas primeiras décadas do século XX.
    Desde então novas partículas tem sido descobertas e foram agrupadas em duas
    categorias: os léptons (elétron, múon, tau e seus neutrinos associados) que interagem
    fracamente e os hádrons (próton, neutron e píons) que interagem fortemente entre si.
    Por exemplo, as forças que mantém unidos os prótons e os nêutrons no núcleo é uma
    manifestação da força forte que atua entre os hádrons. Os hádrons também foram
    divididos em dois grupos: os báriuns que são hádrons que decaem em prótons e os
    mésons que decaem em léptons e fótons ou  em pares prótonantipróton. Os
    experimentos demonstraram que os hádrons são formados por partículas ainda mais
    elementares chamadas de quarks, dotadas de cargas elétricas fracionárias. Alguns
    cientistas atuais admitem teoricamente a existência de partículas ainda mais
    elementares que se agrupariam para formar quarks de estrutura composta.
    O Espiritismo ainda não havia se pronunciado na área da Física em geral e
    muito menos nesta área dos quarks, aceitando os avanços científicos e se adaptando 
    aos mesmos dentro do possível, sempre no sentido de manter intacta a Doutrina de
    Allan  Kardec. Alguns poucos autores tem se aventurado na área científica
    especializada, em geral para citar que o perispírito é formado de antimatéria,

    ResponderExcluir
  9. A aula de hoje tratará da constituição das partículas atômicas que
    são formadas de quarks unidos pela força forte, mais ou menos da forma
    que a Ciência está descrevendo, mas com algumas diferenças
    fundamentais. Os quarks aqui são strings de partículas elementares dos
    diversos tipos, daí a propriedade que têm de, em se partindo, constituírem
    novos quarks. A tabela abaixo resume os tipos de quarks ou sabor e sua
    relação com os campos já citados:
    SABOR  FORÇA  CARGA  ANTIQUARK  CARGA 
    PARTÍCULAS 
    ELEMENTARES
    u  Eletromagnética  +2/3 
    ­­

    ­2/3 h+, h­
    d  Eletromagnética  ­1/3
    ­­

    +1/3  h+, h­
    l Fraca  +1 
    ­­
    l
    ­1 
    ­­
    l, l
    m  Gravitacional +1 
    ­­

    ­1 
    ­­
    m, m
    Os quarks têm natureza fractal: qualquer quark é formado  de
    subquarks ou sabores e estes por outros subquarks ainda menores, e assim
    por diante. Cada sabor na primeira coluna acima é um conjunto  de
    inúmeras partículas elementares da última coluna e cada quark pode ter
    vários subquarks, e portanto  ser constituído  por diferentes partículas
    elementares. Os quarks são denomidados pelo sabor predominante. Assim
    um quark u pode ser constituído de sabores m, l, d e u, neutralizados por
    seus antiquarks, sendo o sabor  u o dominante em um quark  u. Apenas o 
    sabor predominante é responsável pelo  valor da carga elétrica final,
    devendo os restantes apresentar um balanço nulo de carga elétrica.
    Além disso  o  quark possui spin  em várias seções da string  e
    conforme o sabor que se apresenta o quark pode mudar sua cor naquela
    direção. Assim cada quark pode ter mais de uma força ou cor associada ao 
    campo  correspondente, dependendo  das partículas elementares que
    constituem sua string. A força na tabela acima é a força resultante em um
    barium que tenha este quark predominante.
    Os quarks u, d, c, s, b e t citados pela Ciência, ficam reduzidos a
    apenas dois, os quarks u e d. Os quarks c e s podem ser considerados como 
    sendo  respectivamente os quark  u e  d em estados de maior energia
    positiva, enquanto que os quarks b e t são estados de ainda maior energia
    positiva destes dois quarks. Além dos quarks u e d temos ainda os quarks m
    e l (de massa e lépton), e seus antiquarks ­m e ­l que podem ser associados
    com o número quântico bárium, quarks estes ainda não considerados pela
    Ciência.
    Como veremos adiante, um próton é constituído por uma string de
    seções tendo em cada uma três subquarks u e d e um quarto subquark m ou 
    l. Para descrever essa string colocaremos entre parênteses a sequência de

    ResponderExcluir
  10. subquarks e, em negrito  e separado  por vírgula no  final da string, a
    denominação dos subquarks dominantes. Assim para um próton teremos:
    _ _ _  _ _ _ 
    (d d u mudd ... mudd ... mudd u d d, muud)
    O elétron  também possui subquarks e cores (­l  ­u ­u  ­d)  tendo 
    carga elétrica ­1 e carga leptônica ­1, ou seja sua massa é fraca e negativa
    e formado por antiquarks, sendo assim antimatéria. O elétron ­ neutrino (l 
    ­l) como o nêutron (mudd), tem carga nula, sendo o quark m responsável
    pela maior massa do nêutron. A massa do neutrino é nula e o antineutrino 
    é idêntico ao neutrino. O próton (muud) e o pósitron (luud) em estado de
    energia positiva, têm carga elétrica e massa positiva. O fóton é constituído 
    de quarks e antiquarks (d  ­d) ou (u  ­u), portanto  com carga elétrica e
    carga bariônica nulas. Os mésons (l ­u d ), (­l ­d u), (l u ­u), (­l u ­u), (l d ­ 
    d), (l  s  ­d), (  l  s  ­u), etc., contem vários quarks  l ou antiquarks  ­l,
    dependendo  do  nível de energia. A diferença de massa entre neutrinos,
    pósitrons, elétrons e mésons reside na quantidade de quarks, especialmente
    quarks l ou ­l, presentes em cada um, dependendo do nível de energia em
    que se situam. O bóson de Higgs (m ­m) contem apenas o quark m e seu 
    antiquark ­m, sendo portanto o seu próprio antiquark.
    Na verdade esta simbologia diz apenas os tipos de quark em
    excesso  e não sobre suas quantidades, uma vez que alguns são 
    compensados pelos seus opostos. Por exemplo, um nêutron  pode ser
    formado por muitos grupos de quarks adicionados ao grupo principal:
    _ _ _ _ _ _ _  _ 
    (d d u) +...+ (mudd) + (u u d) + (uud) + (m m) + (l l ) + (,mudd)
    E mesmo  o grupo característico  pode existir repetidas vezes, em
    número suficiente para a carga e a massa que corresponde ao seu estado 
    de energia:
    _ _ _ _ _ _  _ _ 
    (ddm uum ... muud ... l u u d . muud ddm ... ddm mudd);
    Um próton pode ter, por exemplo:
    _  _ _  _ _  _  _
    (duu u u d ddm ddm ... ddm ... ddm, muud).
    Assim, se um nêutron emite um elétron (­l ­u ­u ­d) ficaremos com
    um próton. Porém, como se pode ver acima, um próton não pode emitir um
    pósitron (l u u d) porque sua carga positiva excedente não está ligada a um
    antiquark ­l (mas a um quark m). Se esta reação vier a ser detectada no 
    futuro será pela interação de um méson neutro com um próton, liberando 
    um elétron e um pósitron do méson, seguido pela absorção do elétron no 
    próton que se transforma em néutron, numa reação de probabilidade muito 
    pequena.

    ResponderExcluir
  11. O antipróton também pode ter diversos quarks dos tipos ­u ­d e ­ 
    m:
    _ _  _ _ _  _ _  _ _  _ _ _ _ _ _ 
    (u u d duu ... m dd m dd ... m dd ... m dd, m u u d),
    E o antinéutron dos tipos:
    _ _  _  _ _ _ _ _ _ _  _ _  _ _ _ 
    (u u d  d u u l u u d . m d u u ... m dd ... m dd ..., m u d d).
    Um antinéutron pode emitir um pósitron transformando­se em um
    antipróton mas um antipróton não pode emitir um eléctron transformando­ 
    se em um antinéutron porque a carga elétrica negativa excedente em um
    antipróton está ligada a um quark m.
    Da mesma forma quando dizemos que um quark tem carga +2/3 
    estamos apenas dizendo que este tipo de quark é responsável por levar esta
    proporção  da carga elétrica. Na verdade ele é constituído por inúmeras
    partículas elementares do  campo  eletromagnético, cada qual com uma
    carga infinitesimal. E quando dizemos que um quark tem uma certa massa
    estamos dizendo  que contém um número  correspondentemente grande de
    partículas elementares do campo de massa.
    Não  só  o  elétron  possui subquarks mas também o  glúon  e o 
    próprio  campo  no  nível zero  de energia possuem quarks e antiquarks,
    mésons e antimésons, elétrons e pósitrons, e pares h+h­. Quanto maior a
    energia, seja de um quark, de uma partícula atômica, de um méson ou de
    um bóson, maior sua massa e maiores serão a string  constitutiva e o 
    número de partículas absorvidas dos campos de massa e eletromagnético.
    Quando uma partícula de alta energia é freada a energia em excesso que
    corresponde ao novo estado é liberada na forma de quarks e antiquarks,
    bariuns, mésons ou  pares pósitron­elétron  que carregam a energia em
    excesso.
    Existe um estado da matéria em que matéria e antimatéria estão 
    intimamente unidas desaparecendo essa distinção. Este estado existiu nos
    instantes iniciais do big­bang, e aparece nos buracos negros, nos buracos
    brancos, conforme explicaremos no  capítulo  seguinte, e na fusão  de
    pósitrons e elétrons ou  na fusão  de qualquer partícula com sua anti­ 
    partícula. Ao diminuir o  estado de compressão esta energia se
    rematerializa como  novas partículas, dependendo  do  campo  local. Os
    glúons e o campo já apresentam a dissociação de matéria e antimatéria,
    em baixo nível de energia.

    ResponderExcluir
  12. O que nos dizem a Física e o Espiritismo atuais
    A Teoria da Relatividade Geral é a que está valendo atualmente. Ela produz
    uma teoria da gravitação que incorpora naturalmente a Teoria da Relatividade
    Especial em sistemas inerciais e o Princípio da Equivalência, que diz que um
    sistema que cai livremente em um campo gravitacional é equivalente a um sistema
    inercial. Nas quatro últimas décadas do Século XX o confronto da Teoria com
    experimentos sofreu  um grande impulso com a descoberta de novos métodos de
    solução de suas equações e com avanços observacionais, incluindo a observação de
    pulsares e de candidatos a buracos negros, o início de um programa experimental
    para detecção de ondas gravitacionais, versões melhoradas para os antigos testes da
    teoria, a descoberta de pulsares binários, a análise de efeitos quânticos no exterior de
    buracos negros, a descoberta de lentes gravitacionais e o início da teoria da
    unificação da gravitação com as outras interações.
    É de se notar também que a solução das equações proposta por Einstein 
    para o Universo  como  um todo contem um termo chamado de constante
    cosmológica que visava inicialmente anular o efeito de expansão do universo 
    previsto nas equações (o termo cosmológico também poderia ser interpretado como 
    um ação antigravitacional). Com a equação modificada ele pôde obter modelos
    estáticos para o Universo. Após a descoberta de Hubble de que o Universo estava na
    verdade se expandindo, este termo foi abandonado por Einstein como desnecessário.
    Porém as equações nesta forma prevêem uma taxa de expansão que implicavam
    numa idade do Universo, calculada em 1940, de 2 bilhões de anos, enquanto que os
    geologistas nesta época calculavam que a idade da Terra fosse de 3,5  bilhões de
    anos, mais velha portanto do que o Universo. Os astrônomos encontraram então 
    sérias falhas no método que estava sendo usado para calcular as distâncias das
    galáxias usadas para calcular  a idade do Universo. As novas determinações de
    distâncias colocaram estas galáxias muito mais afastadas do que se pensava
    previamente. A idade do Universo implicada por estas novas medições ficaram
    então em cerca de 10 bilhões de anos, o que, juntamente com resultados de cálculos
    da abundância de hélio e da radiação de fundo  de microondas, afastariam31 – A ESTRUTURA DA MATÉRIA SEGUNDO OS ESPÍRITOS – Primeir a Parte
    definitivamente a ideia de um Universo estável. A Física nos mostra que a energia
    de ligação gravitacional de um corpo é negativa e que se este corpo se tornar mais e
    mais compacto, a massa total do corpo se tornaria negativa, exercendo a
    antigravidade. Porém o Teorema da Energia Positiva, que foi provado  tanto 
    matematicamente como também por físicos de partículas e pelos relativistas, diz que
    na relatividade geral a massa total assintótica de um corpo isolado deve ser não 
    negativa, e um corpo que chegue perto da violação deste teorema se torna instável e
    deve colapsar para formar um buraco negro de massa positiva. Entretanto veremos
    que este teorema, válido para o Universo Material, teria seu correspondente para as
    massas negativas do Universo Virtual e, como veremos, este buraco negro de massa
    positiva se tornará um buraco branco de massa negativa no Universo Virtual.
    O Espiritismo considera a gravidade em respostas isoladas em O LIVRO
    DOS ESPÍRITOS, que são na maioria citadas no início de cada capítulo do presente
    livro. Além disso, devem ser considerados os fenômenos de levitação descritos em
    vários livros espíritas, onde se pode constatar  a relativa facilidade com que os
    Espíritos conseguem controlar a levitação.

    ResponderExcluir
  13. 1. O Campo Gravitacional
    O campo de energia, ou simplesmente campo, é constituído pelos
    diversos tipos de partículas elementares e suas antipartículas, positivas e
    negativas, embora com densidades locais diferentes. A atração e repulsão 
    que as partículas nucleares exercem sobre as diversas partículas do campo 
    produz gradientes de densidade no  campo, que a ciência denomina de
    curvatura do campo, mais denso próximo da Terra para o campo material
    e menos denso próximo da Terra para o campo virtual.
    O éter nada mais é que o conjunto de partículas h+ e h­. Quando 
    em pares orientados ou dipolos formam os campos eletromagnético e anti­ 
    eletromagnético, que diferem apenas pelo  excesso  de uma das partículas
    elementares.. Os campos gravitacional e antigravitacional são o conjunto 
    de partículas elementares  m e ­m, que formam gradientes opostos de
    densidade em torno da matéria e da antimatéria. Nenhuma massa é apenas
    matéria ou apenas antimatéria, havendo sempre uma proporção menor de
    antimatéria, em estado  de energia negativa, permeando  os corpos
    materiais. A densidade de partículas m é maior em direção ao centro de
    massas materiais onde a quantidade de antimatéria, em nível negativo de
    energia, é correspondentemente menor, e também a densidade de
    partículas  ­m é menor em direção  ao  centro  de massas materiais. Nos
    corpos, de antimatéria, como  os quasares, ocorre o inverso, com
    densidades maior de antipartículas elementares ­m e menor de partículas
    elementares m em direção ao centro.
    Os buracos negros são  os pontos do  universo  material onde a
    matéria e a energia positiva do campo material são absorvidas e enviadas
    para o  universo  virtual. Lá eles atuam como buracos brancos, emitindo 
    essa energia. Os buracos brancos são os pontos do universo material onde32 – Paulo A. Ferr eir a (Espíritos diversos)
    a antimatéria e a energia negativa absorvidas no  campo  virtual são 
    recebidas na forma de energia positiva. O que no universo material é um
    buraco branco será um buraco negro no universo virtual e vice versa. Por
    analogia, podemos denominar os quasares de buracos brancos. Enquanto 
    os buracos negros atuam como uma lente convergente, os buracos brancos
    atuam como uma lente divergente.
    Entretanto, os buracos brancos conservam a polaridade virtual no 
    campo  material e repelem a energia positiva do  campo. É como se os
    buracos brancos fossem uma janela aberta através a qual a matéria pode
    ser afetada à distância. Da mesma forma, os buracos negros conservam a
    polaridade material no  universo  virtual e repelem a energia negativa do 
    campo. Assim os buracos brancos repelem energia positiva no  universo 
    material e a energia negativa no  universo  virtual; e os buracos negros
    repelem energia negativa no  universo  material e a energia positiva no 
    universo virtual.
    Conforme já explicado no Capítulo 3, dentro dos buracos brancos
    e dos buracos negros a matéria e a antimatéria estão intimamente unidas
    perdendo  sua distinção  e constituindo  um fluido  único, misturando­se
    quarks e antiquarks sem formação de partículas e antipartículas. A matéria
    absorvida no  buraco  negro  após ser emitida no  universo  virtual se
    transmuta em antimatéria e a antimatéria absorvida no  universo  virtual
    após ser emitida nos buracos brancos do universo material se transmuta
    em matéria. Isto  ocorre porque, conforme os quarks e antiquarks são 
    rematerializados, há um rearranjo automático para as condições do campo 
    local. Assim os buracos brancos emitem luz e matéria no universo material
    e os buracos negros emitem luz e antimatéria no universo virtual

    ResponderExcluir
  14. O Princípio da Relatividade Virtual
    Voltemos agora ao  assunto  das energias positiva e negativa.
    Dissemos que um elétron em seu estado material é constituído de cargas
    negativas e massa leptônica negativa, e que o  pósitron  é constituído  de
    cargas positivas e massa leptônica positiva. Porém esta afirmativa só  é

    ResponderExcluir
  15. válida no universo material já que o sinal da massa é relativo aos sinais do 
    campo e da carga bariônica da partícula atômica. Este é o Princípio  da
    Relatividade da massa ou o Princípio da Relatividade Virtual: 
    PRINCÍPIO DA RELATIVIDADE VIRTUAL 
    Quando a carga bariônica ou leptônica tem o mesmo sinal do campo, a 
    massa da partícula é positiva.
    Um elétron em níveis negativos de energia tem massa positiva e
    um pósitron em níveis positivos de energia tem massa positiva. Pósitron e
    elétron  no  mesmo  nível de energia terão  forçosamente massas opostas.
    Relativamente a um observador no universo virtual, a energia e a massa
    negativas para o universo  material são  denominadas positivas, sendo 
    chamada de negativa a energia que prevalece no  universo  material. No 
    universo  virtual, por convenção, os antiprótons têm carga positiva e os
    pósitrons carga negativa, daí que só é necessário considerar os sinais das
    cargas e da massa quando se está estudando partículas de um universo no 
    outro.
    Quando  pósitron  e elétron se fundem temos um fóton  de carga
    neutra e massa nula, que pode ser absorvido no campo ou, passando por
    um campo intenso, dissociar suas cargas gerando novamente um elétron e
    um pósitron.
    No universo virtual, devido à massa relativa negativa do pósitron,
    a força de repulsão entre os dois produz uma aceleração do pósitron em
    direção ao elétron; este por sua massa relativa positiva tende a se afastar,
    devido à repulsão, resultando numa perseguição do elétron pelo pósitron 
    que pode se estabilizar num movimento  orbital em torno de um centro 
    comum; é o par pósitron­elétron referido acima. No universo material, o 
    pósitron  tem massa relativa positiva e o  elétron  tem massa relativa
    negativa, portanto é o elétron quem persegue o pósitron.
    A antimatéria não  aniquila a matéria, por terem massa e carga
    elétrica de sinais opostos e existirem em níveis distintos de energia. Os dois
    universos coexistem, embora em níveis diferentes de energia, sem
    aniquilamento por um equivalente do  princípio de exclusão  de Pauli ou 
    Princípio da exclusão Virtual: 
    PRINCÍPIO DA EXCLUSÃO VIRTUAL 
    Uma partícula de matéria não pode ocupar o mesmo estado de qualquer 
    outra antipartícula e vice­versa.
    Então, resumindo, no universo material temos átomos com núcleo 
    de prótons (porque se atraem por terem mesma carga e massa aparente
    positiva) e elétrons em órbita que apesar de serem repelidos pelos prótons,
    são aparentemente atraídos por eles (por terem massa aparente negativa).
    Pelo  mesmo  raciocínio  dois elétrons se atraem, mas aparentemente se
    comportam como se estivessem sendo repelidos por terem massa negativa.

    ResponderExcluir
  16. No universo virtual temos átomos com núcleo formado por antiprótons que
    se atraem por terem cargas iguais e massa aparente positiva e pósitrons
    em órbita que, por terem massa relativa negativa, aparentam serem
    atraídos pelos antiprótons e repelirem entre si.
    Campinas, 25/3/1995

    ResponderExcluir
  17. Nesta mensagem aprendemos com os Espíritos como matéria e antimatéria
    podem coexistir sem se aniquilarem mutuamente, seja por estarem em níveis
    diferentes de energia, seja por formação de pares ou  dipolos no nível zero de
    energia. A antimatéria se situa principalmente no Universo virtual onde está sujeita
    às mesmas leis da matéria no Universo material. Isto decorre diretamente do 
    Princípio da Relatividade Virtual, pois a antimatéria no Universo Virtual tem massa
    positiva, e podemos inclusive, por convenção, trocarmos seu nome pelo da partícula
    material correspondente. Aprendemos também que a gravidade é composta de dois
    campos, o material chamado de campo gravitacional e o virtual chamado de campo 
    antigravitacional porque a matéria é repelida por ele. Na nossa galáxia, e portanto na
    Terra, o campo gravitacional predomina, como também a matéria, em relação ao 
    campo antigravitacional e à antimatéria do Universo virtual local. Vimos também o 
    papel dos buracos brancos e negros na transferência de energia e de matéria e
    antimatéria entre os dois Universos, havendo uma transmutação de matéria em
    antimatéria e vice versa, como decorrência da adaptação ao campo de energia local.
    Um corpo material que aumenta sua massa acaba por entrar em colapso,
    transformando­se num buraco negro, e a matéria passa como  antimatéria para o 
    Universo virtual. O inverso ocorre nos buracos brancos.
    A teoria de Frölich é aplicada aqui na explicação das curas espirituais e no 
    mecanismo da ligação do perispírito com o corpo, nos Espíritos encarnado

    ResponderExcluir
  18. O MOVIMENTO 
    “Não, nada é vazio. Aquilo que par a ti é vazio está ocupado por uma matéria 
    que escapa aos teus sentidos e aos teus instrumentos.”
    O LIVRO DOS ESPÍRITOS – Pergunta 36 
    O que nos dizem a Física e o Espiritismo atuais
    A Física ainda não considerou a quantização do movimento e não aceita os
    fenômenos espirituais de transportes de matéria, materializações, curas espirituais,
    mediunidade e outros. Existem uns poucos médicos e cientistas que aceitam a
    influência da mente sobre a matéria, mas, a maioria tenta, sem sucesso, explicar 
    esses fenômenos através da parapsicologia. O Espiritismo porém está bastante
    adiantado nesta área, havendo uma vasta literatura a respeito. Esta lição dos
    Espíritos vem agora preencher o que seriam lacunas nestas duas áreas do 
    conhecimento.
    Sétima Mensagem
    Hoje vamos estudar o movimento das partículas. Creio que você já
    teve intuição  a respeito  quando imaginou que todo movimento  é
    quantizado. Sendo o holograma quantizado, o movimento se dá aos saltos.
    Nada na verdade é contínuo  nem o  espaço­tempo, consequentemente o 
    movimento também não é contínuo. Daí que todas as grandezas da Física
    também são  quantizáveis, como  a energia, a temperatura, a massa, etc.
    Mas além de ser quantizado todo movimento é holográfico no sentido de
    que todo o holograma subjacente na mente universal é alterado, conforme
    já tínhamos dito  nas primeiras aulas. Daí é fácil entender que todo  o 
    Universo está interligado e não há nada que aconteça que seja por acaso.
    Esta é de certa forma a teoria da sincronicidade e da ação à distância.
    Como o espaço é preenchido de energia, composta de partículas
    elementares pontuais dos dois universos, temos entre cada dois pontos do 
    espaço do  universo  material, um ponto  não real que pertence a outra
    dimensão, ou outro plano. Um corpo que se desloca, portanto, ora passa
    por um ponto real ora pelo intervalo não real e a passagempor este espaço 
    não real é o que a Ciência denomina de efeito túnel. É passando por esse
    espaço  que o  espírito  pode atravessar a matéria, fazer materializações e
    transporte de matéria.37 – A ESTRUTURA DA MATÉRIA SEGUNDO OS ESPÍRITOS – Primeir a Parte

    ResponderExcluir
  19. O mundo  material é formado  pelos átomos e entre eles está o 
    campo formado  pelas partículas elementares com energia positiva. Entre
    essas partículas podemos vislumbrar os átomos virtuais e as partículas
    elementares com energia negativa que formam o mundo espiritual e entre
    as partículas elementares com energia positiva e negativa, ainda mais
    diminutas, poderíamos vislumbrar as partículas do mundo mental que, por
    serem parte do holograma, servem de matriz tanto para o mundo espiritual
    quanto  para o  material. Aliás, até mesmo  as partículas elementares de
    energia positiva e negativa são constituídas de pontos desse holograma.
    Esta é também a explicação  para a coexistência do  mundo 
    espiritual com o material, lado  a lado. O cérebro  do  corpo material foi
    acostumado  a perceber apenas o mundo real. Entretanto  ele poderá ver
    naturalmente ambos os mundos, se devidamente treinado, ou se desde
    criança não for ensinado a não ver o mundo espiritual. Ele poderia então 
    percebê­lo normalmente, entre os espaços dos pontos materiais, pois estará
    vendo com os olhos do seu espírito, através uma conexão com o cérebro do 
    perispírito.
    Quando  queremos mover um objeto, isso  ocorre primeiro  no 
    holograma e a ação  decorrente nada mais é que o  reflexo  do  que está
    sendo mudado no holograma. Primeiro imaginamos o que queremos fazer,
    depois nos introvertemos e se a ação  estiver de acordo  com as Leis
    Naturais, o  holograma é modificado correspondentemente e recebemos o 
    impulso para executá­la – isto  é o que denominamos de vontade. Assim,
    pela vontade podemos, modificando  o  holograma, realizar os chamados
    milagres, que só  ocorrem se estiverem de acordo  com a vontade ou  lei
    divina. É assim também que nós, Espíritos, conseguimos atuar sobre a
    matéria – usando nossa vontade modificamos o holograma.
    Se a mente comandar uma modificação, de modo que os pontos se
    alternam de positivos para negativos, e se essa alternância for sucessiva
    entre os pontos vizinhos teremos o movimento do campo. Para um corpo 
    material subconjuntos de pontos do corpo são  alterados como  acima e o 
    corpo  vai assim ocupando  posições sucessivas na matriz fazendo  o 
    movimento. O corpo  pode também ser desmaterializado  totalmente e
    instantaneamente materializado  em local distante, uma vez que esse
    transporte seria feito  no  holograma do  campo  mental. Isto  é o  que é
    chamado no Espiritismo de “Transporte de Matéria”.
    Campinas, 8 de Abril de 1995. 

    ResponderExcluir